ROAS o que é: fórmula, exemplo e como melhorar o seu

6 de julho de 20266 min de leituraNew Glance

ROAS o que é: o indicador que mostra o retorno de cada real investido em anúncios

ROAS o que é, na prática? É a sigla de Return on Ad Spend, ou retorno sobre o investimento em anúncios. Essa métrica mostra quantos reais uma campanha gera de receita para cada real gasto em mídia paga — seja no Google Ads, seja no Meta Ads. É provavelmente o número mais citado em relatórios de tráfego pago, e por um bom motivo: ele traduz o desempenho da campanha em algo que qualquer gestor entende, sem depender de jargão técnico.

Diferente de métricas como CTR ou CPC, que falam sobre comportamento do anúncio, o ROAS fala sobre resultado financeiro direto — por isso costuma ser o primeiro número que um cliente pergunta quando quer saber se vale a pena continuar investindo em uma campanha.

Qual é a fórmula do ROAS

A fórmula é simples:

ROAS = Receita gerada pelos anúncios ÷ Valor investido em anúncios

O resultado pode ser expresso como número (ex: 5) ou como percentual (ex: 500%). Os dois significam a mesma coisa: para cada R$ 1 investido, a campanha retornou R$ 5 em vendas.

Vale reforçar um ponto que gera confusão: o ROAS considera receita bruta gerada pelos anúncios, não lucro. Um ROAS alto não garante, sozinho, que a operação está lucrativa — depende da margem do produto ou serviço vendido. Voltamos a esse ponto mais adiante.

Exemplo numérico de ROAS passo a passo

Vamos usar um caso real que acompanhamos aqui na New Glance, de um e-commerce de cosméticos:

  • Investimento em anúncios: R$ 26.248
  • Faturamento gerado pelas campanhas: R$ 265.267

Passo a passo do cálculo:

  1. Divida a receita pelo investimento: R$ 265.267 ÷ R$ 26.248 = 10,11
  2. Multiplique por 100 para ter o percentual: 10,11 × 100 = 1.011%
  3. Interprete o número: para cada R$ 1 investido em Google Ads e Meta Ads, o negócio recebeu de volta R$ 10,11 em vendas.

Esse é um ROAS de 1.011% — um resultado bom, mas que levou estrutura de campanha, segmentação por dados e otimização semanal contínua para ser alcançado. Não é o retorno esperado já na primeira semana de veiculação: campanhas de tráfego pago costumam levar de 1 a 3 meses de maturação até estabilizar um padrão de desempenho consistente.

ROAS mínimo: qual número faz sentido para o seu negócio

Não existe um ROAS "bom" universal — o número mínimo aceitável depende da margem de contribuição do produto ou serviço vendido. A conta é:

ROAS mínimo (break-even) = 1 ÷ margem de contribuição

Exemplo: se o produto tem margem de 25% (0,25), o ROAS mínimo para não operar no prejuízo é 1 ÷ 0,25 = 4, ou seja, 400%. Abaixo disso, cada venda gerada pelo anúncio custa mais do que o produto retorna em margem.

Isso explica por que comparar o ROAS de duas empresas diferentes, ou de dois nichos diferentes, não faz sentido sem considerar a margem de cada uma. Uma loja com margem de 60% já opera de forma saudável com ROAS de 250% — bem acima do seu break-even de 167%. Já um distribuidor com margem de 8% precisa de ROAS de 1.250% só para empatar.

ROAS x ROI: qual a diferença

É comum confundir os dois, mas eles respondem perguntas diferentes:

  • ROAS mede o retorno bruto da mídia paga: receita gerada dividida pelo valor investido em anúncios. Não entra custo de produto, frete, impostos, folha de pagamento ou taxa de gestão.
  • ROI (Retorno sobre Investimento) mede o lucro real do negócio: (receita − todos os custos) ÷ todos os custos investidos, incluindo produção, operação e a própria gestão de tráfego pago.

Uma campanha pode ter ROAS excelente e ROI fraco, se a margem do produto for baixa ou os custos operacionais forem altos. O ROAS é útil para avaliar a eficiência da campanha em si; o ROI mostra se o negócio como um todo está lucrativo. Olhados juntos, os dois números dão o diagnóstico completo da operação.

Como melhorar o ROAS das suas campanhas

Não existe atalho garantido — qualquer agência séria evita prometer resultado certo, porque o ROAS depende de variáveis fora do controle total da mídia, como sazonalidade, concorrência, ticket médio e taxa de conversão do site. O que existe é método consistente:

  • Rastreamento correto: pixel, conversões, GA4 e Tag Manager configurados de ponta a ponta. Sem dado confiável, não há otimização possível.
  • Segmentação por dados: direcionar verba para os públicos e produtos que já provaram performance, em vez de pulverizar o orçamento.
  • Testes A/B contínuos: criativos, públicos e páginas de destino testados lado a lado, mantendo o que performa e descartando o que não performa.
  • Remarketing: recuperar quem já demonstrou interesse costuma ter custo por conversão menor e ROAS mais alto do que campanhas só de topo de funil. Veja como funciona o remarketing para entender o mecanismo.
  • Otimização semanal: revisar orçamento, pausar o que não performa e escalar o que performa, em vez de deixar a campanha rodando no piloto automático.
  • Investimento mínimo viável: campanhas com verba muito baixa não geram dado suficiente para o algoritmo otimizar. A referência que usamos na New Glance é a partir de R$ 40/dia (cerca de R$ 1.200/mês) pago direto ao Google ou Meta, somado à gestão especializada — que no plano trimestral da New Glance começa em R$ 2.000/mês, totalizando um investimento mínimo de cerca de R$ 3.200/mês.

Se você ainda está decidindo quanto colocar de orçamento antes de trabalhar o ROAS, vale ler nosso guia sobre quanto investir em tráfego pago.

Perguntas frequentes

O que é um bom ROAS?

Não existe um número fixo. Um ROAS é bom quando fica acima do ponto de equilíbrio calculado pela margem de contribuição do seu produto (ROAS mínimo = 1 ÷ margem). Um ROAS de 400% pode ser ótimo para quem tem margem de 20% e insuficiente para quem tem margem de 60%.

ROAS de 300% é a mesma coisa que 3x?

Sim. ROAS de 300% e ROAS de 3x (ou "3,0") representam o mesmo resultado: R$ 3 de receita para cada R$ 1 investido em anúncios. A diferença é só a forma de apresentar o número — percentual ou multiplicador.

O ROAS considera o lucro da empresa?

Não. O ROAS mede receita bruta gerada pela mídia paga, sem descontar custo de produto, operação ou impostos. Para saber se a operação é lucrativa de fato, é preciso olhar o ROI, que considera todos os custos do negócio.

Agora que você sabe como calcular e interpretar essa métrica, o próximo passo é avaliar se a estrutura das suas campanhas está pronta para sustentar um ROAS saudável — do rastreamento à segmentação por dados. Se quiser um diagnóstico da sua operação atual de Google Ads ou Meta Ads, solicite um orçamento e a equipe da New Glance retorna com uma análise real, sem promessa de resultado garantido — só método.

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